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Família-escola: Parceria vital

Família-escola: Parceria vital

A família é essencial para o desenvolvimento do indivíduo, independentemente da sua formação. É no meio familiar que o indivíduo tem seus primeiros contatos com o mundo externo e aprende os primeiros valores e hábitos. Tal convivência é fundamental para que a criança se insira no meio escolar sem problemas de relacionamento disciplinar, entre outros.

Para que uma criança aprenda é necessário que se respeitem várias integridades, como o desenvolvimento perceptivo-motor, perceptivo e cognitivo e a maturação neurobiológica, além de inúmeros aspectos psicossociais, como: oportunidade de experiências, exploração de objetos e brinquedos, assistência médica, nível cultural etc.

Quando a escola, o pai e a mãe falam a mesma língua e têm valores semelhantes, a criança aprende sem grandes conflitos e não joga a escola contra os pais e vice-versa.

Um passo importante para a construção de uma parceria entre a escola e a família é, sem dúvida, a identificação dessa como instituição educadora, tendo sempre o que transmitir e o que aprender. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”, como afirmou Paulo Freire.

Para que a parceria dê certo, é preciso que haja respeito mútuo, o que favorece a confiança e demonstra competência de ambas as partes.

O sucesso e o fracasso acadêmico dividem-se em três variáveis interligadas: ambiental, psicológica e metodológica. O contexto ambiental engloba fatores relativos ao nível socioeconômico e suas relações com a ocupação e escolaridade dos pais, número de filhos etc. Os psicológico refere-se à organização familiar, ordem de nascimento dos filhos, nível de expectativa e as relações desses fatores são respostas como ansiedade, agressão, baixa autoestima, atitudes de desatenção, isolamento e não concentração. O metodológico diz respeito ao que é ensinado nas escolas e sua relação com valores como pertinência e significado, com o fator professor e como o processo de avaliação em suas várias acepções e modalidades.

A rigidez na sala de aula para crianças com dificuldades de aprendizagem é fatal. Para progredirem, tais estudantes devem ser encorajados a trabalhar ao seu próprio modo. Se forem colocados com um professor inflexível, ou que usa materiais e métodos inapropriados às suas necessidades, serão reprovados.

As dificuldades de aprendizagem aparecem quando a prática pedagógica diverge das necessidades dos alunos. Nesse aspecto, sendo a aprendizagem significativa para o aluno, esse se tornará menos rígido, mais flexível, menos bloqueado, isto é, perceberá mais seus sentimentos, interesses, limitações e necessidades.

O estresse emocional também compromete a capacidade de aprendizagem das crianças. A ansiedade em relação a dinheiro ou mudanças de residência, a discórdia familiar ou doenças podem corroer a disposição de uma criança para confiar, assumir riscos e ser receptiva a novas situações que são importantes para o sucesso na escola.

É importante, pois, o estabelecimento de uma rotina na escola. É por meio dessa rotina que são identificadas as queixas comuns na primeira infância, que, em geral, são erroneamente confundidas, por desconhecimento, com agressividade, hiperatividade e desatenção. Esses diagnósticos, quando analisados com o devido cuidado, podem revelar dados importantíssimos e que demandam orientações da própria escola.

Uma das formas de prevenção é preparar o corpo docente para a prática dos jogos e atividades lúdicas, realizando principalmente, um aprofundamento sobre a importância do ato de brincar para o desenvolvimento infantil.

A sociedade urge por uma parceria de sucesso entre famílias e escolas, a fim de construir uma educação de qualidade, que possa promover o bem-estar de todos.

Só assim se poderá alcançar uma sociedade coerente, em que seus agentes conheçam e cumpram os seus papéis em todos os processos, sobretudo, no educacional, sem deixar de lado e o familiar e o social.

Izabel Guerra
Psicopedagoga e Screener da Síndrome de Irlen

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